Eulem Carlos Sousa Rego, investigador da Polícia civil, foi baleado na tarde do último sábado, 25 de janeiro, e chegou ao Hospital em estado grave, necessitando de atendimento imediato.

“Foi uma cirurgia delicada, mas um sucesso. O HMS tem todos os especialistas para casos de urgência e emergência assim. A agilidade no atendimento salvou vida do policial”, disse o Dr. João Palheta, ele foi o neurocirurgião que realizou o procedimento cirúrgico no paciente Eulem Rego.  O médico detalhou aos profissionais dos veículos de comunicação qual era o quadro real do paciente quando chegou a Unidade e como ele está reagindo. O Hospital Municipal de Santarém Dr. Alberto Tolentino Sotelo (HMS) realizou uma coletiva de imprensa na manhã de ontem, 27 de janeiro.

As perguntas da imprensa foram direcionadas ao diretor do HMS, Silvério Cardoso, ao neurocirurgião do Hospital, Dr. João Fabrício Palheta, ao chefe da equipe de neurocirurgia, Dr. Erick Jennings e ao superintendente de Polícia Civil do Baixo Amazonas, delegado Jamil Casseb.

Quadro clínico

Como explicou o Dr. João Fabricio Palheta, o paciente chegou com uma fratura explosiva que acabou gerando inúmeras lesões no crânio frontal do lado esquerdo. “Nós observamos um traumatismo craniano extremamente grave, crises de convulsões, rebaixamento de consciência. Ele entrou em coma e precisou ser rapidamente estabilizado”, explicou. João afirmou ainda que a bala não ficou alojada. Porém, vários fragmentos ósseos entraram no crânio.

Com o procedimento, que durou por volta de duas horas, os médicos retiraram fragmentos da bala e em seguida houve a reconstrução óssea e da membrana do crânio. “Depois de 24h da realização do procedimento, com o Eulem já na UTI, fizemos a avaliação pós-cirúrgica e para nossa alegria ele já verbalizou. O ferimento da bala poderia deixar sequelas na fala. Sobre outras sequelas ainda é cedo para avaliar”, destacou.

Hospital referência em atendimento

Durante a coletiva, o neurocirurgião Erick Jennigs afirmou que o HMS é um bem público que salva vidas. “Se o meu filho precisasse de atendimento de urgência e emergência eu com certeza traria para o Hospital Municipal de Santarém”, enfatizou.

O delegado Jamil Casseb evidenciou a agilidade que ocorreu o atendimento e como foi crucial para salvar a vida do investigador. “O Municipal prestou toda assistência a vida do policial. Ele foi salvo aqui no nosso Hospital Municipal, com os nossos profissionais da saúde. Eu só tenho a agradecer”, disse ele.

O diretor do HMS aproveitou a oportunidade para dizer que a Unidade atende Santarém e mais 20 municípios e oferta várias especialidades.  Silvério enfatizou que para procedimentos cirúrgicos existem as especialidades de cirurgia geral, ortopedia, buco-maxilo-facial, vascular, obstetrícia e a neurocirurgia.

“Em 2019, a urgência e emergência atendeu em média 100 mil pessoas. No centro cirúrgico foram realizas 5.738 cirurgias. Dessas, 149 foram de neurocirurgias. Na grande maioria, são cirurgias delicadas assim como foi a do policial”, pontuou.

Entenda o caso

Na tarde de 25 de janeiro, Eulem Carlos Sousa Rêgo, 46 anos, deu entrada no HMS vítima de arma de fogo. O paciente foi trazido pelo SAMU e durante o percurso publicou em uma rede social que, apesar do atentado, ele estava bem. Porém, na chegada à Unidade, ele teve o quadro clínico agravado. O neurocirurgião explica que houve a evolução da lesão, normal em casos de traumatismo, que somado a perda de sangue complicou a saúde do policial.

“O quadro clínico é estável. Vamos observar a melhora e é possível que com mais 24 horas o paciente saia da UTI e continue o tratamento na clinica cirúrgica”, avaliou.

O diretor do HMS, Silvério Cardoso, reforçou o compromisso de realizar o atendimento com agilidade e qualidade. A Unidade é referência no atendimento de baixa e média complexidade, por atender pessoas com quadros clínicos graves, além de tratar diversas patologias, dando soluções e tratamentos adequados. “Todas as pessoas que chegam ao Hospital são tratadas da mesma forma, com máximo de agilidade e com objetivo de garantir a vida desses pacientes”, finalizou.