Quando a incerteza global trazida pela pandemia do novo Coronavírus se instaurou, os profissionais de saúde, mais do que quaisquer outros, tiveram suas vidas modificadas de forma repentina. A corrida para seguir novos protocolos de atendimento de pacientes suspeitos e positivos fez com que os profissionais da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas mudassem totalmente a rotina de trabalho. 

Enquanto as pessoas nas ruas foram orientadas a usar álcool em gel e máscaras, as equipes de saúde tiveram que reforçar o uso de vários Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) que antes só eram obrigatórios ao conduzir casos específicos. Nesse momento histórico, as pessoas que compõem o serviço de saúde pública protagonizam uma guerra que ainda não tem data pra terminar – já que a superação do vírus depende da conscientização de todos.

O medo e a coragem são sentimentos reais e que convivem no cotidiano desses trabalhadores. “O mundo não estava preparado para uma pandemia. Mas nós estamos aqui, lutando, encarando de fato o ofício que escolhemos que é salvar vidas e o nosso trabalho é para que o atendimento não entre em colapso”, falou o diretor geral da Unidade, Silvério Cardoso. 

 

Uma homenagem aos profissionais

“Os heróis da resistência”, assim que médicos, enfermeiros, técnicos e as pessoas que compõe o serviço de saúde público estão sendo chamados. Pois  se arriscam todos os dias para que a população possa ser atendida e assistida nesse momento de crise.

A enfermeira Ruanne Paz é recém formada e há três meses trabalha na UPA, essa é a primeira experiência profissional. “Eu sou grata por saber que meu trabalho está fazendo diferença na vida das pessoas. Eu escolhi fazer o curso de enfermagem para cuidar das pessoas, proporcionar conforto no atendimento aos pacientes. Estou com medo, mas estou aqui e segui todos os protocolos de proteção”, disse ela. 

Já Jucilene Portela é enfermeira há 10 anos. Ela conta que nunca havia passado por um momento tão difícil, mãe de dois filhos, está na linha frente dos atendimentos na UPA 24 horas. “Todos os dias, antes de me paramentar, eu me lembro dos meus filhos e o receio vem. Mas logo eu me encho de coragem para seguir a profissão que escolhi. Eu sei que nós estamos atendendo filhos, pais, avós e tios de alguém”, falou. 

A enfermeira aproveitou para fazer um pedido para a sociedade. “Eu peço que as pessoas fiquem em casa. Saúde se faz de forma coletiva, a gente precisa que todos unam forças para superarmos tudo isso”, enfatizou.