O Ministério Público do Trabalho, em parceria com a Secretária Municipal de Trabalho e Assistência, doou 400 máscaras do tipo N95 para o Hospital Municipal de Santarém (HMS) e para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas. A máscara é um dos principais EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) usados para proteger os profissionais da saúde que estão na linha de frente ao atendimento de pacientes com suspeita do COVID-19. Em preços de mercado, a doação equivale a cerca de R$ 10 mil.

Em meio à pandemia, as boas ações se destacam e a solidariedade se torna protagonista neste cenário liderado pelo COVID-19.

A UPA é a porta de entrada para pessoas com suspeita de Coronavírus. Por esse motivo, 70% das máscaras irá para a Unidade de Pronto Atendimento e 30% ficará no HMS. Todos os profissionais que atuam nas duas Unidades foram orientados pela equipe de epidemiologia a reforçarem o uso dos EPIs, principalmente ao manejarem pacientes com síndromes gripais e dificuldades respiratórias.

Tatiana Amormino, procuradora do Trabalho no Município de Santarém, explica que dentre as ações do MPT está a de reparar a sociedade por prejuízos causados por empregadores. “E isso inclui destinação de Equipamentos de Proteção Individual para a rede pública municipal de saúde. Neste momento, ela precisa mais do que nunca de uma resposta rápida às necessidades emergenciais em razão do novo Coronavírus”, afirmou.

Segundo Silvério Cardoso, diretor do HMS e da UPA, toda doação é bem-vinda e pode ser feita diretamente na Secretaria Municipal de Saúde ou no próprio Hospital Municipal. “O mercado está cada vez mais restrito para compra de EPIs. Essa doação foi muito importante, nós agradecemos”, finalizou.

Uso correto da N95

A máscara N95 é o equipamento que deve ser usado por profissionais da saúde que atendem pacientes com sintomas do COVID-19. Ela é capaz de garantir proteção em dois sentidos. Primeiro, porque tem um filtro de ar que bloqueia pelo menos 95% das partículas em suspensão e depois por ajudar na proteção contra doenças por transmissão aérea, como o Coronavírus.

O infectologista Alisson Brandão explica que, dentro do fluxo de atendimento estabelecido pela Organização Mundial de Saúde, a utilização da máscara N95 é para aquelas situações onde há riscos de geração de aerossol. Riscos principalmente em processos de intubação, aspiração de paciente e realização de nebulização. “Deve-se usar a máscara para prevenir o profissional de saúde de se infectar quando realizar um destes procedimentos. Aliás, não somente o uso da máscara N95, mas também do gorro, óculos de proteção, capote e a luva”, enfatizou.