A doença pode ter diferentes causas, entre elas, a infecção pelo vírus Influenza como o H1N1 e também pelo COVID-19.

O Hospital Municipal de Santarém Dr. Alberto Tolentino Sotelo (HMS) e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas registraram um aumento de 302% nas notificações das síndromes gripais e das síndromes respiratórias agudas (SARG) de maio em comparação ao mês anterior. O período do “inverno amazônico” e a pandemia do COVID-19 são os causadores desse crescimento. Das famílias dos vírus que causam as doenças respiratórias, as mais conhecidas são: Influenzas, Adenovírus, Rinovírus e Coronavírus.

O COVID-19 é uma nova espécie da família dos Coronavírus. A evolução da doença se dá a partir da condição genética das pessoas, fatores de riscos e os hábitos praticados pelos infectados. O Ministério da Saúde inseriu novos protocolos de atendimento para casos de síndromes gripais e respiratórias devido a pandemia do novo Coronavírus. 

No mês de abril, a unidade totalizou 6175 atendimentos gerais. Desses, 1.018 foram de COVID-19. No mês de maio 3.757 pacientes foram atendidos com sintomas de síndrome gripal, portanto caso suspeito de novo Coronavírus. Isso representa 53% do total dos atendimentos, que somaram 7.083. No último mês, a unidade realizou a transferência de 108 pacientes para o Hospital de Campanha de Santarém (HCS) e 16 pacientes para Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA).

Inverno Amazônico

O período que vivemos agora, chamado “inverno amazônico”, proporciona um ambiente favorável para a circulação de diversos vírus respiratórios. O frio faz com que as pessoas permaneçam em locais mais fechados, aumentando as chances de transmissão.

Segundo o infectologista que atende no HMS e UPA, Dr. João Assy, todos os vírus citados acima podem causar uma gama de doenças; a forma da manifestação varia de pessoa para pessoa. O especialista afirma que há o indivíduo assintomático, que é aquele que não apresenta sintomas, mas está infectado. “Existem as pessoas que apresentam uma gripe leve, conhecida como resfriado, que em geral dura de dois a três dias. Há pacientes que manifestam os sintomas de febre, tosse e pelo menos alguma dor no corpo”, disse.

Nos casos de agravos como a pneumonia, muitas vezes o paciente precisará ser internado e, em alguns casos graves, é entubado. A orientação é procurar as unidades de saúde caso apresente falta de ar leve, principalmente quando a pessoa fizer pequenos esforços.

Síndrome respiratória aguda grave

Uma das complicações que podem ser ocasionadas pelos vírus que causam as infecções respiratórias, principalmente pelo H1N1 ou COVID-19, é a Síndrome Respiratória Aguda. A forma mais grave da doença requer a internação desses pacientes, o acompanhamento de fisioterapia respiratória e o uso de ventiladores respiratórios. Por isso, é preciso ter atenção aos sinais de alerta.

De janeiro a maio do ano passado, durante o “inverno amazônico”, o HMS registrou 6 casos de pacientes internados com a síndrome. Desse total, três faleceram. O Dr. João indica as recomendações para evitar a transmissão dos vírus. “Mantenham os cuidados com a higienização das mãos com água e sabão e/ou com álcool gel 70%. O momento mais importante da lavagem das mãos é antes das refeições e antes de tocar com as mãos nos olhos, na boca e nariz,” explicou.

Pessoas com síndrome gripal devem evitar contato direto com outras pessoas, ausentando-se de suas atividades de trabalho, estudo, sociais ou aglomerações e ambientes coletivos.


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