A usina terá capacidade de produzir 30 metros cúbicos de oxigênio por hora

O Hospital Municipal de Santarém Dr. Alberto Tolentino Sotelo (HMS) está atuando desde ontem, 2 de junho, com uma usina de oxigênio, chamada PSA (Pressure Swing Adsorption, em inglês). Essa usina é responsável pela produção de oxigênio medicinal (O2), ar medicinal e vácuo clínico que são distribuídos através da rede de oxigênio existente na Unidade e de acordo com a necessidade de cada paciente. 

Segundo o Superintendente Regional do Instituto Panamericano de Gestão (IPG), Organização Social responsável pela administração do Hospital, Silvério Cardoso, os setores que mais demandam são a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), berçário da obstetrícia e reanimação da urgência e emergência. “As clínicas cirúrgica e médica não exigem tanto do tratamento de oxigenoterapia, no entanto os leitos estão equipados para caso precise”, afirmou.

 

Produção contínua

A usina atua com sistemas duplo, tanto de produção quanto de armazenamento. Ou seja, caso haja algum problema uma das partes sustentará a produção total, sem perda na geração de gases medicinais. A produção nominal permite que a filtragem do oxigênio seja contínua. 

O engenheiro clínico da empresa Orbis, que atua no HMS, Alexandre Soares, explica que tecnicamente o equipamento comprime o ar atmosférico, filtra esse ar, deixando basicamente nitrogênio e oxigênio. “Após essa compressão, passa por um processo físico e químico de separação desses gases. Dessa forma, o oxigênio é armazenado e distribuído na rede, não necessitando mais de cilindros e do tanque”, informou ele.

Esses gases são utilizados principalmente na oxigenioterapia, que é uma terapia para sustentar a saturação de oxigênio no sangue dos pacientes, controlada através da disponibilização de O2. Os gases medicinais, em geral, atuam na oxigenação e ventilação de pacientes, além de serem usados também em anestesias. Na maioria das vezes pacientes que apresentam um quadro clínico respiratório grave necessitam de oxigênio. 

 

Inauguração

Na ocasião da inauguração estiveram presentes o prefeito Nélio Aguiar, a secretária de saúde Daiane Lima, o secretário de governo do Pará Henderson Pinto e o Superintendente Regional do IPG, Silvério Cardoso

O prefeito Nélio Aguiar destacou a importância do Hospital produzir de forma independente o oxigênio. “Em tempos de pandemia, a gente encontrou dificuldade na aquisição de oxigênio, a usina vem suprir a necessidade do HMS que estará interligado na rede atendendo toda a demanda”, finalizou.


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