O Hospital Municipal de Santarém Dr. Alberto Tolentino Sotelo (HMS) e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas evidenciam a importância dos profissionais de enfermagem, enfermeiros e técnicos, no enfrentamento ao novo Coronavírus. A semana que se comemora o ofício da enfermagem possibilita a reflexão sobre o quanto esses profissionais são indispensáveis na sociedade. Afinal, eles cumprem um papel vital na prestação do serviço de saúde, em todos os níveis da atenção. 

O HMS e a UPA totalizam aproximadamente 980 profissionais de enfermagem (enfermeiros e técnicos) e 80% entre eles são mulheres. O Dia Internacional da Enfermagem é comemorado hoje, 12 de maio, e o Dia do Técnico de Enfermagem no próximo dia 20.

Espinha dorsal 

12 de maio foi escolhido como homenagem ao nascimento de Florence Nightingale, considerada a “mãe” da enfermagem moderna. A enfermeira britânica ficou conhecida por cuidar dos feridos na guerra da Crimeia (1853-1856). Escolhido pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), o Dia do Técnico em Enfermagem é celebrado anualmente em 20 de maio, quando é encerrada a semana da enfermagem no Brasil. 

Mais do que aferir pressão, fazer um curativo e aplicar uma medicação, essas pessoas fazem parte da construção do serviço de saúde. A projeção da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que faltam no mundo seis milhões de enfermeiros para atender às necessidades de assistência à saúde da população mundial. Segundo o diretor da OMS, Tedros Adhanon Ghebreyesus, “os enfermeiros são a espinha dorsal de qualquer sistema de saúde”.

A técnica de enfermagem Adriana Campos, 28 anos, atua na UTI do HMS. Ela não tem dúvida da escolha que fez e pretende seguir se aperfeiçoando mais e mais. “Eu meio que me encontrei na área. Sou bastante feliz em saber que posso ajudar muitas pessoas”, disse ela.

 

Enfermagem: Amor e sacrifício

A coragem apresentada por estes profissionais durante esse período de pandemia é emocionante. Pessoas capazes de colocar a necessidade da população acima das delas, privar de conviver com a família, se arriscar a cada plantão. De fato, estabelecer um pacto pela vida. 

A enfermeira do HMS Adelaide Pereira começou como voluntária na área da saúde e se apaixonou pelo ofício. Desde então, são 13 anos dedicados à saúde. Ela conta que nunca em todos os anos de atuação passou por algo semelhante. “Desistir jamais foi uma opção, a gente vai estar aqui para o que as pessoas precisarem sempre dando o nosso melhor”, informou.

O Diretor Geral do HMS e da UPA, Silvério Cardoso, que também é formado em enfermagem, destaca que durante a pandemia, os profissionais de enfermagem são mais requisitados. “Atuação começa na triagem dos pacientes; passa pela medicação, pela assistência aos pacientes suspeitos ou confirmados. Ou seja, são os profissionais que mais têm contato com os pacientes”, concluiu ele.